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português
Da senzala ao sobrado aborda as construções em estilo colonial que marcam a trajetória de ex-escravos retornados à África para regiões da Nigéria e Golfo do Benim no século 19. Estudo feito em 1975, tem rico acervo fotográfico de Pierre Verger.

english
Da senzala ao sobrado approaches on colonial-style constructions that mark the trajectory of former slaves returned to Nigeria and Gulf of Benin, Africa, in the 19th century. Study made in 1975, it is rich photographic collection of Pierre Verger.

español
Da senzala ao sobrado aborda las construcciones en estilo colonial que marcan la trayectoria de ex esclavos retornados a Nigeria y Golfo de Benín, Africa, en el siglo 19. Estudio hecho en 1975 con rico acervo fotográfico de Pierre Verger.

how to quote

SILVA, Wellington Conegundes da; JARDIM, Marta Denise da Rosa. Brasileiras memórias das pedras africanas. Resenhas Online, São Paulo, ano 18, n. 201.02, Vitruvius, set. 2018 <http://mail.irmaosguerra.com/revistas/read/resenhasonline/18.201/7106>.


“Á esquerda a cidade de Ibadan impactada pelos sobrados; e a direita a cidade de Egbeti com as construções tradicionais dos compounds” (1).

O livro de Marianno Carneiro da Cunha e Manuela Carneiro da Cunha traz a possibilidade de estudar a presença da arquitetura afro-brasileira nos territórios do Golfo do Benim e Nigéria, marcadas sobre tudo, pela construção de sobrados e casas no chamado estilo brasileiro executadas durante o século 19, que marcaram a consolidação de comunidades  afro-brasileiras dos libertos chegados das regiões da Bahia e Pernambuco.

A obra é dividida em duas partes. A primeira, escrita pela antropóloga Manoela C. da Cunha, dá conta de tratar do contexto social, político e econômico dos escravizados no período pré e pós-abolição no Brasil. A autora descreve em especial, as circunstâncias pós-abolição que levaram as classes dominantes a estarem temerosas quanto a insurgência da maioria considerada como de “africanos revoltosos”, levando-as a promoverem a coação dessa população por meio de prisões; de migrações para outras regiões do país; e por sua vez, de emigrações para diversas regiões da África.

Desde a revolta do Haiti, em 1876 (2), todos os territórios com população de escravos libertos estavam vulneráveis. No Brasil, a revolta advinha da dificuldade desses trabalhadores em acessar melhores condições de vida. Estes passaram a organizar levantes populares, como a Revolta de Malês, de 1835, ocorrida em Salvador, que contou com a participação de ex-escravos influenciados pela cultura islâmica, a qual, muitos deles eram adeptos.

O processo de emigração para os territórios da África fez com que os libertos se estabelecessem como brasileiros, ou seja, traziam consigo uma identidade brasileira; sobre tudo, as gerações daqueles que haviam nascido, sido criados, ou já tinham adquirido um modo de vida por estarem cativos por anos no Brasil. Ao chegarem às regiões do Benim e da Nigéria se destacaram pelo modo de se vestir, pela culinária, festejos, saberes em atividades de manufatura, no comércio e construção civil. Essa condição advinha da atuação de muitos como escravos de ganho, ou seja, eram aqueles que residiam sobre tudo nas cidades e prestavam serviços em atividades remuneradas, com funções especializadas em alfaiataria, medicina, marcenaria, e demais, ligadas à dinâmica citadina da época. No contexto africano, esta experiência permitiu uma inserção social nos estratos médios e altos da sociedade que vivia a transição da atividade comercial ligada ao tráfico negreiro, para o chamado negócio legal das oleaginosas (3).

Vale colocar que muitos dos retornaram não conseguiram o mesmo êxito, sofrendo com saques, a partir do momento que desembarcavam, ou tendo trágicas mortes por diversas adversidades e dos problemas de adaptação. Os que conseguiram:

“Assim que chegaram dispersaram-se, alguns para as cidades natais no interior, outros para o território francês vizinho, e os que ficaram em Lagos não tinham muita dificuldade em se estabelecerem; pois as experiências que já haviam adquirido em vários artesanatos no Brasil aliadas à habilidade colocaram-nos em situação favorável e conquistou-lhes a aprovação do povo” (4).

A segunda parte, escrita pelo arqueólogo Marianno C. da Cunha, aborda como, em certa medida, esta experiência contribuiu na consolidação de comunidades urbanas brasileiras marcadas pela arquitetura de sobrados e casas em estilo colonial, feitas pelo domínio que os construtores possuíam nas atividades desenvolvidas junto dos colonos portugueses.

Pelo acervo de imagens de Pierre Verger, ao final da publicação, temos a dimensão da riqueza compositiva dessas habitações, que nesse novo contexto dialogavam com aspectos da cultura iorubá, tais como: organização espacial, ornamentação e soluções construtivas. A união desses fatores consagrou mundo a fora a identificação dessa arquitetura como estilo brasileiro, ou como brazilian style. Tal inserção cultural brasileira nos territórios africanos modificou o modo de construir da sociedade local, que tradicionalmente fora adepta do agrupamento de casas térreas em adobe, a conformar um pátio aberto, as quais ficaram conhecidas como compounds (5), ou agbo ilê, termo do iorubá para designar grupo ou rebanho de casas.

À esquerda a cidade de Ibadan impactada pelos sobrados; e a direita a cidade de Egbeti com as construções tradicionais dos compounds. Western Nigeria Information Service
Imagem divulgação [Da senzala ao sobrado, p. 80-81]

Entender a disseminação, dos sobrados e casas térreas na realidade iorubá é o ponto central da publicação, pois nos mostra como o processo das alforrias e a transposição populacional para a outra costa do Atlântico foi permeada por interesses que se encontraram em uma aliança comercial entre afro-brasileiros e os senhores de terra brasileiros. A medida que alguns ex-escravos puderam despontar no investimento do mercado imobiliário, por exemplo, em Lagos, na Nigéria, e assim, os sobrados acabaram por trazer consigo a identidade ligada ao poder.

No apêndice do livro temos dois documentos que nos dão a dimensão de como se estruturaram esses interesses mútuos que permitiram o estabelecimento comercial entre brasileiros que se encontravam na Nigéria, e os grandes produtores da Bahia. O primeiro é uma carta de Joseph Sebastian Nicholas; o último brasileiro nato vivo naquela ocasião, que vivia em Lagos, que se correspondeu com Cunha em 1975. Nela ele relata o apoio e a boa vontade do povo brasileiro em dar condições dignas para retorno dos ex-escravos, dando-lhes “instrumentos industriais, mercadorias, móveis, louças, objetos de valor e artigos vários” (6) a fim de permitir-lhes o protagonismo quando chegassem à África, e por sua vez, para que se estabelecessem como uma mão-de-obra qualificada.

“Aos Homens na sua maioria comerciantes providenciou algo para fazer, enquanto as mulheres dedicaram-se a esfera várias de trabalho tais como COSTURA, TRABALHOS MANUAIS, TRICÔ e o pequeno comércio de confeitarias brasileiras; outras na sua maioria com mais idosas, empenharam-se na preparação e venda de COMIDA NATIVA de um modo mais agradável, o que logo as tornou célebres e constantemente convidadas a abastecer homens e mulheres eminentes e preparar banquetes, etc. e seus serviços eram muito procurados” (7).

Mulheres da comunidade brasileira de Lagos e mulheres iorubás da mesma época. Fonte: Société de Missions Africaines, Roma
Imagem divulgação [Da senzala ao sobrado, p. 34-35.]

O segundo documento é o testamento de J. F. Devodê Branco (8). Ele foi um dos brasileiros que prosperaram como comerciantes, para em seguida investir boa parte dos ganhos adquiridos no mercado imobiliário (alugando para os franceses), passando assim, a ter um conjunto de terrenos e casas. Nesse documento póstumo acabou destinando uma parte dessa fortuna à família de seu ex-dono. 

Na tese de doutorado da pesquisadora Angela Fileno da Silva, intitulada Vozes de Lagos: brasileiros em tempos do império Britânico é apontado uma importante questão sobre caso do Sr. Branco:

“Ao legar generosas quantias às filhas e sobrinhas do ex-dono, o comerciante brasileiro expôs uma das faces de um conjunto de alianças constituídas com a função de permitir seu trânsito por diferentes esferas de poder econômico e político” (9).

Podemos tirar desses relatos, que a ida dos afro-brasileiros apresenta aspectos dessa prosperidade e que como esse destaque se fez presente na vida das cidades onde exerceram sua expertise adquirida na vida citadina da colônia portuguesa, que também se fez sentir nas construções religiosas de mesquitas com elementos da arquitetura barroca, bem como, a catedral Holy Cross em Lagos feita com torres inspiradas na geometria de minaretes, e a construção de cemitérios; ocupações inexistentes anteriormente nos territórios iorubás.

Tais condições ajudam compreender o contexto da arquitetura em estilo brasileiro nos territórios africanos, de como a identidade brasileira de pessoas, que até hoje não são consideradas como brasileiras no Brasil, marcou a presença de trabalhadores por se destacarem por seus saberes, e também do intercâmbio comercial que prosperou em investimentos imobiliários para consolidação das comunidades dos brazilians descendants. Disso, é considerável como essa obra permite novas possibilidades no estudo da arquitetura brasileira, no que tange a presença da cultura africana, ou até mesmo, na formação da identidade retratadas na pela historiografia nacional.

Em minha pesquisa de mestrado me intriga saber como tal trabalho faz menção sobre os estudos de arquitetura brasileira. Em um dado momento do trabalho, C. da Cunha aborda brevemente a visão da historiografia brasileira sobre a influência dos escravos na arquitetura, dando a ressalva da necessidade de aprofundamento na compreensão das relações sobre a vivência e a concepção das habitações coloniais.  

“Resta-nos agora descobrir o modo de vida que subjaz à concepção da organização espacial da casa brasileira. Ela estava essencialmente ligada a uma fonte abundante de mão-de-obra: a escravatura. O escravo arcava com todos os tipos de trabalhos domésticos, levando e trazendo água para a casa, jogando fora os dejetos noturnos e lixo, entre outros encargos” (10).

Esse parágrafo vem diretamente do livro Quadro da arquitetura no Brasil, de Nestor Goulart Reis Filho, que trata das habitações urbanas do século 19:

“O uso dos edifícios também estava baseado na presença e mesmo na abundância de mão-de-obra. Para tudo servia o escravo. É sempre a sua presença que resolve os problemas de bilhas d’água, dos barris de esgoto (os ‘tigres’ ou do lixo, especialmente nos sobrados mais altos das áreas centrais, que chegavam a alcançar quatro, cinco e mesmo seis pavimentos. Era todo um sistema de uso da casa que, como a construção, estava apoiada sobre o trabalho escravo e, por isso mesmo, ligava-se a nível tecnológico bastante primitivo” (11). 

É inquietante ver que essa brevidade ao tratar da presença africana na arquitetura não se restringe a obra de Reis, mas acontece de modo geral pelos estudos da arquitetura do período. Marcelo Puppi no livro Por uma história não moderna da arquitetura brasileira (12) faz uma análise sobre como a historiografia, a partir do embate entre modernistas e neoclassicistas, optou por uma narrativa na consolidação de uma identidade nacional predominantemente portuguesa, consolidada pelos escritos de Lúcio Costa que foram alçados a condição de postulados reproduzidos em diversos estudiosos.

Em relação à condição dos trabalhadores escravos na arquitetura colonial, no texto Depoimento de Um Arquitetura Carioca, há um trecho vai de encontro a abordagem de Reis.

“Era ele que fazia a casa funcionar: havia negro para tudo – desde negrinhos sempre à mão para recados, até negra velha, a babá. O negro era esgoto; era água corrente no quarto, quente e fria; era interruptor de luz e botão de campainha; o negro tapava goteira e subia vidraça; era lavador automático, abanava que nem ventilador” (13). 

A afirmação “havia negro para tudo”, ou da abundante mão-de-obra parece indicar uma referência comum não explicitada por ambos os autores, tal qual expõe Bruno César Eupharsio de Mello, no artigo “E o negro na arquitetura brasileira?” (14), e que por sua vez, ajudou a criar lacunas para o entendimento da condição dos africanos cativos que habitavam diferentes territórios do país, bem como, sobre a possibilidade de contribuição cultural que essa população pode desempenhar na arquitetura.

Mello teorizou que tais referências estariam nos estudos das gravuras de Jean-Baptiste Debret e no trabalho de Gilberto Freyre com Casa Grande & Senzala, porém essa ligação está mais próxima dos textos de Debret em Viagem Histórica e Pitoresca ao Brasil (1834-1839) (15).

“Tudo assenta, pois, neste país, no escravo negro; na roça, ele rega com seu suor as plantações do agricultor; na cidade, o comerciante fá-lo carregar pesados fardos; se pertence ao capitalista, é como operário ou na qualidade de moço de recados que aumenta a renda do senhor” (16).

Se nos trechos anteriores o escravizado estava alienado a cultura do senhor europeu, para historiadora Valéria Lima, esse trecho mostra a influência africana estava no “caráter e os hábitos dos brasileiros de um modo geral, nesse caso o negro teria um papel de destaque: a nação que vira nascer, por assim dizer, devia grande parte da sua vitória à raça negra: ‘Tudo assenta, pois, neste país, no escravo negro’, diz ele. É dela, portanto, a maioria dos costumes, das atitudes e das atividades representadas nas litografias, assim como grande parte dos comentários textuais (17).” Manuela C. da também se vale dessa percepção para a seguinte colocação do artista:

“O oficial barbeiro no Brasil é quase sempre um negro ou pelo menos um mulato. Este contraste chocante para o europeu não impede que o habitante do Rio de entrar com confiança numa dessas lojas, certo de ai encontrar numa mesma pessoa um barbeiro hábil, um cabeleireiro exímio, um cirurgião familiarizado com o bisturi e de um destro aplicador de sanguessugas. Dono de mil talentos, ele tanto é capaz de consertar uma malha escapada de uma meia de seda como executar, n violão ou na clarineta, valsas e contradanças francesas, em verdade arranjas a seu jeito” (18).

Debret é uma fonte que possui grande notoriedade por conta dos relatos terem respaldo na sua estadia de 15 anos no Brasil, atuando como o artista que se dedicou no retrato dos costumes do Brasil a época, e também por sua história na constituição da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. Seus textos e imagens objetivaram identificar características de uma formação nacional, a trajetória de uma nação que se desenvolvia, pensamento que foi tomado como base para uma intelectualidade modernista, cujo olhar valorizou os empreendimentos do europeu em sua origem (19), consideração esta que determinou na insignificante abordagem sobre arquitetura tida em estilo brasileiro tivesse, ou da desconsideração das influências africanas nas construções do período; problemática esta, já levantada pelo historiador norte-americano Peter Mark (20) e pelo arquiteto historiador Gunter Weimer (21).

Da Senzala ao Sobrado é uma publicação que merece ser abordado nos estudos de história da arquitetura, que normalmente privilegiam abordar obras monumentais e de valor excepcional, desconsiderando aspectos das influências anônimas e de ordem popular.

De maneira curiosa, a arquitetura afro-brasileira é muito estudada na Nigéria. Mesmo que lá, como aqui, a questão da preservação padeça com a imposição do mercado imobiliário; essa arquitetura tem sua importância no contexto, onde a cidade de Lagos foi modificada por sobrados que simbolizaram novas dinâmicas econômicas do período.

notas

1
CUNHA, Marianno C. da. Da senzala ao sobrado: arquitetura brasileira na Nigéria e na República do Benim, São Paulo, Nobel/Edusp, 1985, p. 80-81

2
"Mas a população negra, e particularmente os africanos, inquietavam: havia muita escravaria e a consideravam-na ameaçadora. Em 1792 a revolta haitiana desembocava no triunfo do negros: no Brasil, inspirava pavor aos brancos e esperanças aos escravos". Idem, ibidem, p. 7

3
"O comércio de escravos, no qual os que retornavam à costa africana não desdenhavam alias entrar, foi sendo substituído, a partir da metade do século, pelo azeite de dendê (usado na fabricação de velas, de sabão e como lubrificantes) e do óleo de caroço de dendê, matéria prima da margarina". Idem, ibidem, p. 17

4
NICHOLAS, Joseph Sebastian. Carta escrita a Marianno C. da C., pelo último brasileiro em Lagos em 1985. In CUNHA, Marianno C. da. Op. cit., p. 175

5
Günter Weimer, considera que o termo compound muitas vezes é compreendido de modo apressado associando o significado composto ao aspecto compositivo do agrupamento de casas, porém, ele aponta que para os ingleses ela define os tipos de residências possíveis nesses espaços. Ou seja, a pluralidade dos programas e usos possíveis na habitação. WEIMER, Günter. Inter-relaçoes afro-brasileiras na arquitetura brasileira. Porto Alegre, Editora PUC-RS, 2014, p. 288

6
CUNHA, Marianno C. da. Op. cit., p. 175

7
Idem, ibidem, p. 177

8
Idem, ibidem, p. 180

9
SILVA, Angela Fileno da. Vozes de Lagos: brasileiros em tempos de império britânico. Orientadora Leila Maria Gonçalves Leite Hernandez. Tese de doutorado. São Paulo, FFLCH USP, 2016, p. 213

10
CUNHA, Marianno C. da. Op. cit., p. 95

11
REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da arquitetura brasileira. São Paulo, Perspectiva, 2000, p. 26-28. Grifos dos autores

12
PUPPI, Marcelo. Por uma arquitetura não moderna da arquitetura brasileira: questões de historiografia. Belo Horizonte, Pandora, 1998

13
COSTA, Lucio. Depoimento de um arquiteto carioca. In COSTA, Lucio. Lucio Costa: sobre arquitetura. Organização Alberto Xavier. Porto Alegre, CEUA, 1962, p. 9-10

14
MELLO, Bruno César Euphrasio de. E o negro na arquitetura brasileira? Arquitextos, São Paulo, ano 13, n. 145.01, Vitruvius, jun. 2012 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/13.145/4372>

15
A visão de Freyre é correspondente ao trabalho de Debret como base para estudar a relação entre senhores e os escravos, onde os escravizados estariam na base das relações sociais e culturais da época, porém alienados a condição dada pelo colono europeu. FREYRE, Gilberto. Casa-grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. São Paulo, Global, 2003, p. 50

16
DEBRET, Jean Baptiste. Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. São Paulo, Círculo do Livro, 1982, p. 121. Grifos dos autores

17
LIMA, Valéria. J.-B. Debret, historiador e pintor: a viagem pitoresca e  histórica ao Brasil (1816 – 1839). Campinas, Editora Unicamp, 2007, p. 293

18
DEBRET, Jean Baptiste. Op. cit., p. 121. Grifo dos autores

19
A arquitetura tradicional anônima portuguesa era vista como a principal vertente da estética colonial, pois configurava uma pureza formal nas soluções arquitetônicas e programáticas, do despojo de aspectos ornamentais, em oposição à arquitetura neoclássica, eclética, ou erudita, vistas como valores importados, contrários a pragmática de uma verdade compositiva nas técnicas construtivas empregadas, tal qual Costa e outros arquitetos modernistas do período defendiam: “A arquitetura popular apresenta em Portugal, a nosso ver, interesse maior que a erudita – servindo-nos da expressão usada, na falta de outra, por Mario de Andrade, para distinguir da arte do povo sabida. É nas suas aldeias, no aspecto viril das suas construções rurais a um tempo rudes e acolhedoras, que as qualidades da raça se mostram melhor. Sem o ar afetado e por vezes pedante de quando se apura, ai, à vontade, ela se desenvolve naturalmente adivinhando-se na justeza das proporções e na ausência de make-up, uma saúde plástica perfeita – se é que podemos dizer assim”. COSTA, Lúcio. Documentação necessária. Ministério de Educação e Saúde, Rio de janeiro, 1936. Disponível in: <http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/RevPat01_m.pdf>

20
MARK, Peter. ‘Portuguese’ style and luso-african identity: Precolonial Senegambia, Sixteenth - Nineteenth Centuries. Bloomington, Indiana University Press, 2002

21
WEIMER, Günter. Op. cit

sobre os autores

Wellington Conegundes da Silva possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2009). Atualmente é arquiteto urbanista – Estúdio Em Vista.

Marta Denise da Rosa Jardim, graduada em Serviço Social (UCPEL,1990), mestre em Antropologia Social (UFRGS, 1998) e doutora em Ciências Sociais-Antropologia (Unicamp, 2006), é professora do Departamento de História da Arte da Escola de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Unifesp.

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resenha do livro

Da senzala ao sobrado

Da senzala ao sobrado

Arquitetura brasileira na Nigéria e na República do Benim

Marianno Carneiro da Cunha

1985

201.02 livro
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